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O PERIGO DO PERFECCIONISMO EVANGÉLICO

 

“Estou convencido do fato de que a causa básica de algum dos problemas emocionais e espirituais que perturbam e atormentam os evangélicos é não conseguirem receber e vivenciar a graça incondicional de Deus”. (David Seamands). Quando tiramos os olhos da cruz, e colocamos os olhos em nós mesmos, passamos a nutrir essa culpa crônica em nossa relação com Deus. A conclusão é lógica e evidente: como eu, que sou pecador e falho, conseguirei satisfazer a justiça de um Deus santo? Se perder de vista a cruz, o sacrifício do Calvário, minha vida com Deus tornar-se-á um martírio diário. Claro, o diabo se aproveitará disso para piorar as coisas ainda mais. O fato é que “muitos estão caminhando num círculo interminável de tentar satisfazer um Deus insatisfeito e incontentável”.

Mas o escritor Seamands pergunta: “Mas o que há de errado em tentar alcançar de alguma forma um desempenho perfeito? Todos nós queremos que as coisas sejam perfeitas”. Ele responde que “o erro básico dessa tentativa é que já não temos essa opção. Nós a perdemos e já não podemos falar de nada que seja verdadeiramente perfeito neste mundo imperfeito. Deus deixou em nós o anelo da perfeição”. A impressão que tenho é de que muitas vezes a nossa vida cristã equivale àquele esporte chamado “salto com vara”. Primeiro, estabelecemos a altura da “vara”, ou seja, a altura que queremos saltar. Enquanto não conseguimos alcançar nosso alvo, que é pular acima daquela altura, frustramo-nos, ficamos irritados etc. Entretanto, quando depois de muito esforço, conseguimos superar a altura que estipulamos, temos um momento de grande alegria, festa, mas imediatamente aumentamos um pouquinho mais a altura e fazemos novas tentativas. E, então, novamente inicia-se o ciclo de tristezas, frustrações e raiva até que consigamos superar novamente nossas altas expectativas. E assim esse ciclo prossegue indefinidamente.

Nessa proposta de vida cristã, não são poucos os que vão se esgotando e morrendo pelo caminho. É uma espécie de “suicídio espiritual”. Aliás, “todo bom livro sobre suicídio de adolescente inclui uma advertência acerca dos que pensam que têm de ser perfeitos e que não suportam viver caso não o sejam”

Alcione Emerich

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