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LEGALISMO E PERVERSÃO: O QUE HÁ DE COMUM?

A palavra sensualidade no grego, plesmone, tem o sentido de “satisfazer os desejos da carne”. Ou seja, pode se referir a qualquer prática sexual, que satisfaça a natureza carnal decaída, contrária aos propósitos de Deus. Isto pode incluir o adultério, a prostituição, a fornicação, a fantasia sexual (adultério mental) e também a pornografia. O fato é que Paulo faz uma relação do legalismo, ao qual, alguns podem ser conduzidas pelo espírito da religiosidade (não proves isto, não toques aquilo, etc) e como isto pode desembocar em alguma perversão de ordem sexual (Fil 2:20-23).

Há uma relação estreita entre o “rigor ascético” e a “sensualidade”, termos usados por Paulo. Quando um cristão sincero está debaixo de um “rigor ascético”, ou seja, quando é legalista consigo mesmo, tenderá ao pecado da sensualidade, pois esta age como uma “válvula de escape” que aliviará as pressões a que ele mesmo está submetido. O fato é que muitos cristãos e mesmo pastores, mantêm uma vida secreta, presos aos mais diferentes vícios sexuais, em especial, a pornografia. Assim, os altos e inflexíveis padrões morais podem ter como válvula de escape uma vida oculta de promiscuidade. A idéia é que ninguém consegue viver o tempo todo neste alto grau de cobrança, e que em algum momento, fora do olhar dos outros, buscará um lugar de alívio. Este lugar é evidentemente o lugar da perversão. Tudo aquilo sobre o qual faz duras críticas ou tem uma postura radical, acaba por atraí-lo e este passa a ter uma vida dupla: Legalista por um lado, pervertido por outro.

Dentre as conseqüências da promiscuidade sexual, podemos destacar algumas como: culpa exacerbada (“como eu pude fazer isto novamente?”), prejuízo na capacidade de usufruir e participar da intimidade sexual (impotência sexual), colapso nas relações sociais (tende ao isolamento), aprofundamento na promiscuidade sexual (não há limites), perda de ministério (quando descoberto), idolatria sexual (a satisfação sexual passa a estar acima de Deus), vida de mentira e engano (para esconder o vício), cauterização da consciência (acostuma-se no erro e não acha mais tão errado assim), destruição financeira (gastos intermináveis para satisfazer o vício), perda da confiança do cônjuge (quando descobre), perda da auto-estima (“eu sou uma mísera criatura!”) e do respeito das pessoas.

É evidente que a promiscuidade sexual pode ter as mais diferentes causas, mas aqui, visando nosso estudo, esclarecemos que o legalismo pode ser um fator preponderante por trás de um viciado sexual, principalmente se ele for cristão. O legalismo ao invés de nos manter santos, tem o exato efeito contrário: empurra-nos para uma vida suja, só que às escondidas. Não é à toa que Jesus chamou muitos dos legalistas fariseus naquela época de “sepulcros caiados” ou “sepulturas invisíveis”. Ele disse ainda que limpavam o exterior do “copo e do prato”, mas “por dentro estão cheios de rapina e intemperança” (Mt 23:25).

Ainda dentro dos fatores que podem conduzir um cristão à pornografia, há uma interessante contribuição de Larry Crabb. Ele afirma, “Muitos hábitos que não conseguimos superar nada mais são que tentativas de aliviar a tensão gerada pela insatisfação de nosso profundo anseio de gozar bons relacionamentos... É muito perigoso viver com relacionamentos superficiais”. Crabb diz ainda que quem não usufrui de intimidades legítimas, acabará indo para o campo das intimidades ilegítimas, fato que ocasionará o envolvimento nas mais diferentes perversões sexuais. Este vazio então das relações será então a brecha para que satanás escravize não poucos filhos de Deus e até pastores aos pecados sexuais.

Finalizando, desconfio que muitas vezes o nosso legalismo e distanciamento das pessoas, nada mais são do que uma “fachada social ou eclesiástica” para ocultar sujeira que carregamos em nossa vida. Para muitos o seu “alto rigor” age como “muro de proteção”, onde conclui-se: “com minha postura radical, nunca serei descoberto!”. Mas a Escritura adverte, “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lc 12:2). Ou nos abrimos a tempo, para a nossa cura, ou um dia, seremos descobertos, para nossa vergonha.

Alcione Emerich

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